Robôs orgânicos que se multiplicam sozinhos

A fusão das tecnologias artificiais e orgânicas vem acontecendo a passos largos. Pouco nos damos conta disso, mas a mistura homem-máquina já faz parte de nossas vidas. Recentemente, houve um experimento – com resultados promissores inclusive, da implantação de um chip neural em um cérebro humano. Outra área que vem ganhando espaço silenciosamente são as tecnologias que alteram o comportamento celulares de organismos vivos. E isso já vem sendo aplicado em transformações vegetais, as quais alteram formato, cor, forma etc. das plantas. Agora, além desse tipo de controle, cientistas conseguiram criar organismos vivos através de computadores. 

São chamados xenobots, uma forma de vida completamente nova – criados a partir de células-tronco de rãs, são conhecidos como “robôs vivos” e foram desenvolvidos por equipe de cientistas da Universidade de Vermont e Tufts – uma academia estadunidense reconhecida por sua excelência em programas inovadores e rigorosos na área. Esses xenobots são uma combinação de biologia e robótica, projetados para realizar tarefas específicas.

Sua aplicação potencial é vasta. Os cientistas esperam que esses “robôs-vivos” possam ser usados ​​para limpar microplásticos nos oceanos, entregar medicamentos para partes inacessíveis dentro do corpo humano, reparar tecidos danificados, e devido à sua capacidade de regeneração, poderiam até mesmo ser utilizados para desobstruir artérias ou auxiliar no tratamento de doenças, por exemplo.

Um dos grandes diferenciais é sua capacidade de se reproduzir sozinhos espontaneamente – isso pode ser assustador. Eles coletam outras células soltas que se agregam ao longo do tempo, formando descendentes, que também carregam sua “programação”. 

Embora não haja informações específicas sobre empresas que já estão usando xenobots comercialmente, o campo da pesquisa está em constante evolução e abre um grande leque de possibilidades, entre elas, nas áreas de biotecnologia, saúde e exploração ambiental podem eventualmente explorar esses robozinhos vivos para aplicações específicas.

O futuro dos xenobots é promissor, mas também levanta questões éticas e de segurança. Enquanto alguns veem esses organismos como uma inovação revolucionária na medicina e na preservação ambiental, outros estão preocupados com o potencial de uso indevido ou consequências imprevistas.

Como tudo que é novo, ainda mais nessa área delicada que o homem navega (a de construção de vida), a pesquisa contínua e a regulamentação cuidadosa são essenciais para garantir que experimentos desse tipo sejam utilizados de forma ética e segura. Além disso, é crucial considerar o impacto que esses avanços terão em nossa compreensão da vida e da tecnologia. Em específico, os xenobots é uma daquelas invenções que representam um novo capítulo na interseção entre biologia e robótica, e seu potencial impacto é algo que precisamos considerar com atenção e responsabilidade. Bom ficarmos atentos com isso.

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