Robôs flexíveis

Aquela ideia de que robôs são estruturas metálicas, rígidas e cheias de cabos pode não ser bem assim. Há uma área da pesquisa que desenvolve os chamados robôs flexíveis, ou na terminologia nerd, os soft robotics, que tem em um dos principais diferenciais a possibilidade de se adaptar facilmente a diferentes formas e ambientes. Eles geralmente são inspirados em animais, como polvos, minhocas e estrelas-do-mar, que podem se mover e interagir com o meio de maneira eficiente e versátil. Esses soft robotics, parecem estar ganhando cada vez mais espaço no mercado, mas, passam meio despercebidos por nós. Os especialistas afirmam que esse tipo de robô, além de mais adaptável, também é mais seguro para interagir com humanos.

Já existem vários desse tipo em atividade, e todos eles são dotados de mecanismos complexos e inteligência artificial avançada. O robô octobot, por exemplo, tem 8 braços, como o próprio nome diz e é feito de materiais macios e flexíveis, que permitem que ele se dobre e se estique sem danificar sua estrutura. Ele também é capaz de mudar de cor para se camuflar e ainda se comunicar com outros robôs. Inspirado no polvo, ele tem o objetivo de explorar locais de difícil acesso, como recifes de coral ou tubulações submarinas.

Um outro chamado Softworm, parece uma minhoca e utiliza seus sensores e atuadores para se mover em ambientes complexos. Eles podem se contrair e alongar para se adaptar a diferentes situações para poder superar os obstáculos. São usados para fazer inspeções em locais de difícil acesso, como tubulações, esgotos, terrenos acidentados ou áreas contaminadas. Eles também podem coletar dados sobre condições ambientais, como temperatura, umidade, pressão e composição química

Há diversos outros tipos de soft robotics, mas o que pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, fizeram que é curioso. Eles criaram um robô flexível que tem vida própria, ou seja, ele se alimenta e se locomove sozinho, sem interferência humana ou de qualquer computador. Eles usam apenas recursos como temperatura ou correntes elétricas naturais para se movimentar. Obviamente, este “ser” terá algum tipo de programação embarcada para que cumpra alguma determinada função ou tarefa.

Neste contexto, o que devemos considerar é o fato dessas tecnologias robóticas estarem cada vez mais se juntando, se fundindo. E isso pode resultar em organismos bem próximos aos orgânicos que, num futuro próximo, podemos estimar conviverem em nosso meio. Robôs humanoides autônomos, com pele macia, movimentos suaves, olhos que carregam sentimento e sabe-se lá mais o que (você já deve ter visto algum vídeo de réplicas de rostos humanos perfeitos que parecem de verdade, e até se movimentam). 

Parece que um dos principais obstáculos para que essas máquinas andem por aí sozinhas é o abastecimento de energia. Mas, como dito anteriormente, os cientistas já estão trabalhando nisso. Recentemente, engenheiros chineses desenvolveram uma bateria nuclear, pequena e leve, que pode durar até 50 anos – Seria isso o coração de um robô humanoide?

Robôs flexíveis, cérebros artificiais orgânicos, auto-alimentação, auto-regeneração e inteligência artificial. Só falta a alma. Por enquanto.

Por: Cassio Betine

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