Neurochips – A era dos neurônios artificias

Neurochips são dispositivos eletrônicos projetados para imitar o funcionamento dos neurônios ou interagir diretamente com o sistema nervoso orgânico. Eles permitem a interface entre o sistema nervoso e circuitos eletrônicos, possibilitando assim a comunicação bidirecional entre neurônios e computadores, mas podem também ser utilizados sozinhos para compor equipamentos autônomos como robôs, por exemplo.

Essa tecnologia já vem sendo desenvolvida há algum tempo, mas ainda enfrenta diversos desafios técnicos e éticos. Existem várias abordagens sendo exploradas, desde chips que podem ser implantados no cérebro para monitorar e estimular as atividades neuronais, até chips que são utilizados em laboratórios para simular redes neurais e desenvolver algoritmos de aprendizado de máquina.

Recentemente, a Neuralink – uma das empresas de Elon Musk, abriu inscrições para receber voluntários para realizarem testes de seus neurochips para implante cerebral. O equipamento promete restaurar os movimentos de pessoas com paralisia de pernas e braços.

Outra aplicação dessa tecnologia é o implante de um neurochip na retina de pessoas cegas, que permite restaurar parcialmente a visão ao estimular os neurônios remanescentes com sinais elétricos gerados por uma câmera acoplada a um óculos. Testes já foram realizados em mais de 30 pacientes em vários países, com resultados promissores.

Também o uso de um neurochip para controle de próteses robóticas, como braços ou pernas artificiais, por meio de sinais cerebrais. O implante de eletrodos no córtex motor do paciente capta as intenções de movimento e as transmitem para o neurochip, que por sua vez as converte em comandos para a prótese. Alguns pacientes amputados conseguiram mover a prótese com certa precisão e naturalidade.

Um terceiro uso consiste em usar um neurochip para tratar doenças neurológicas, como epilepsia, Parkinson ou depressão, por meio de estimulação cerebral profunda. Esse teste envolve a implantação de um neurochip no cérebro do paciente, que monitora a atividade neural e entrega pulsos elétricos em regiões específicas, modulando os circuitos neurais disfuncionais. Testes já foram realizados em centenas de pacientes, com resultados variáveis, mas também promissores.

Esses são apenas alguns exemplos do que está sendo realizado atualmente com essa polêmica tecnologia, mas há muitos outros estudos em desenvolvimento ou planejamento, incluindo aplicações na robótica, como dito antes. Neste caso, os neurochips podem ser aplicados para criar robôs mais inteligentes, autônomos e adaptáveis, capazes de aprender com a experiência e interagir com o ambiente.

Imagine robôs biomiméticos podendo imitar as formas e os comportamentos de animais ou plantas, se movendo como peixes, insetos ou pássaros, usando esses neurochips para controlar os músculos artificiais e a navegação. Ou, robôs colaborativos, podendo ajudar humanos em atividades na construção civil ou agricultura e até mesmo robôs educacionais, que poderiam ensinar ou aprender com os humanos, maximizando o processo de aprendizagem e estimulando o interesse das pessoas, interagindo com com crianças, idosos ou deficientes, usando os neurochips para reconhecer as emoções, as necessidades e os objetivos dos usuários.

Enfim, as possibilidades são bem amplas, e isso pode mudar muita coisa na vida das pessoas e no comportamento da sociedade. E você, teria coragem de utilizar um neurochip em seu cérebro?

Por: Cassio Betine

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