E se fôssemos resultado de um grande computador universal?

Uma das teorias mais famosas sobre essa possibilidade é de um filósofo sueco chamado Nick Bostrom. Ele argumenta que uma civilização avançada poderia criar simulações computacionais de seus ancestrais para estudar sua história. Nesse caso, seríamos os ancestrais simulados, sem saber que nossa realidade é uma ilusão.

Outra teoria é a do físico norte-americano John Wheeler, que propõe que o universo é um grande computador quântico, que processa informações e cria a realidade conforme a observamos. Nessa perspectiva, seríamos parte desse computador cósmico e não poderíamos distinguir entre o que é real e o que é simulado.

Há ainda outras teorias, como a do matemático britânico Roger Penrose, que sugere que o universo é uma estrutura matemática complexa, que pode ser descrita por algoritmos e regras lógicas. Segundo ele, nós somos apenas padrões de informação dentro dessa estrutura, e não temos acesso à verdadeira natureza da realidade. Mas, ele não formula uma ideia do que seria essa verdadeira realidade.

Atualmente, um outro cientista inglês, Melvin Vopsen, da Universidade de Portsmouth, embasa essa tese na lei da infodinâmica, um conceito que busca explicar como a informação se comporta no universo, especialmente em sistemas complexos e auto-organizados. Segundo essa ideia, a informação é uma forma de energia que pode ser transformada, armazenada, transmitida e degradada, assim como a energia física ou genética. 

A lei da infodinâmica afirma que a informação tende a aumentar em sistemas abertos, que trocam energia e matéria com o ambiente, e a diminuir em sistemas fechados, que estão isolados do resto do universo, como o nosso por exemplo. Essa lei também implica que a informação seria uma fonte de ordem e de entropia, ou seja, de organização e de desordem, respectivamente. Mais ou menos como um sistema distribuindo seus logs, desdobrando em resultados aleatórios. Esses resultados seriam a humanidade. 

Quando a informação pode gerar ordem ao criar padrões e estruturas nos sistemas, também pode gerar erros ao se dispersar – a morte talvez (?). 

Se algumas dessas teorias forem verdadeiras, então estaríamos aqui em decorrência de um grande algoritmo, de um fabuloso código computacional? De qualquer forma, o que isso mudaria em nossas vidas? Considerando que nada fugiria do grande enigma da existência, que queima neurônios da humanidade há  milênios para saber de onde viemos, por que estamos aqui, para onde vamos e finalmente a pergunta mais importante: quem criou tudo isso? Mesmo que esse criador seja um hacker divino.

Por: Cassio Betine

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